"Não
te entristeças porque te esqueceram. Mesmo que pareçam
ingratos ao bem que lhes fizeste permanece neles. São hoje
o resultado daquele momento crucial quando te buscaram. Rejubila-te
com isso e prossegue na tua faina de irmão dos sofredores.
A tua tarefa é aquela para a qual escasseiam companhias
e rareia quem se lhe dedique com alegria e abnegação.
Para fazê-la, todavia, é necessário estar
consciente dos valores da vida e das altas finalidades da sua
existência na Terra. Se o fazes, estás em situação
vantajosa, que não te permite esperar a moeda-pagamento
da gratidão deles. A alegria do plantonista é a
felicidade do companheiro.
Assim, exulta com o que fazes e prossegue no teu ministério.
Uma grande felicidade vive em quem é companheiro do solitário,
qual ocorre com aquele que conduz uma lâmpada acesa em plena
escuridão. O prêmio do plantonista é a paz
da consciência.
Quanto a recompensa do outro é a claridade que o veste.
Nada é mais importante nem significativo além disso.
Os que te buscam, elegeram-te como amigo, porque sabem que não
os desfrutará quando de ti se acercarem. Quanta dita em
ser plantonista e companheiro dos infortunados, dos tristes e
dos padecentes, num momento em que quase todos pedem, e tu dás;
reclamam e tu agradeces; se encolerizam e tu perdoas; detestam
e tu amas..."